Arquivos de janeiro/2010
Elegância é atemporal – Jackie O.
A americana Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis já nasceu rica, o que garantiu sua boa educação e gosto pela França. Trabalhou como jornalista antes de se casar com o ex-presidente dos EUA John Kennedy. Passou por momentos difíceis no casamento devido à morte de dois de seus filhos, aos affairs do marido e à dificuldade de integração com a família dele. Enquanto ocupou o posto de Primeira Dama, ganhou destaque por seu estilo impecável e habilidades sociais. Após o assassinato de Kennedy, Jackie dividiu opiniões ao casar-se com o magnata Aristóteles Onassis.
Jackie era frequentemente vestida por Chanel, Carolina Herrera e Oleg Cassini. Amava a alta costura francesa, mas temia não valorizar os estilistas nacionais. Chique tanto em ocasiões formais quanto em momentos mais despojados, é lembrada como referência de elegância até hoje.
O que Jackie vestia tinha bastante relação com a época e com seu posto de Primeira Dama, como os decotes rasos (mesmo em V!), as roupas ajustadas ao corpo, sem serem apertadas demais, e as cores claras, em tons pastel. O glamour nos acessórios ficava por conta dos colares de pérolas curtos, perto do pescoço, as luvas (de frio e de gala) e os óculos de sol grandes. Outras peças sempre presentes em seu guarda-roupa eram o casaqueto e o redingote, muitas vezes acompanhados do característico chapéu redondo e sem aba.
Esse post faz parte da série Elegância é Atemporal, que busca inspiração nos ícones de elegância para mostrar como certas coisas não dependem de tendências ;) Clica para ver mais!
Uma nova visão sobre a ética na moda
Num dos ótimos vídeos sobre SPFW das Oficinas e convidados, Vitor Angelo nos presenteou com uma definição singular de ética na moda. Ele diz que os materiais diferenciados de Lino Villaventura, assim como o trabalho artesanal de suas peças, são mais do que escolhas puramente inusitadas – são éticas, por serem essencialmente vinculadas com o Brasil.
E é verdade. Quer dignidade maior do que valorizar e representar (maravilhosamente) aquilo que é nosso?
Glove Love – uma segunda chance às luvas solitárias
Soa estranho, mas acontece. Às vezes, por descuido, acabamos perdendo uma luva do nosso par. Um acidente de lavanderia, um deslize no ônibus, uma mala arrumada às pressas… Casualidade ou oportunidade? – pois parece que fogem espontaneamente, de tão improvável a tarefa de se desfazer de apenas uma.
Mas o que será da luva sem seu par? Viúvas ou desquitadas, nunca foram bem vistas. São condenadas ao ostracismo, no fundo da gaveta. Isso quando não são prontamente descartadas, para que a perturbadora imagem da solidão não incomode àqueles que estão acostumado ao rigor de suas duas mãos, tão simétricas e coordenadas.
Pois é hora de deixar essa hipocrisia de lado. Todas as luvas solitárias merecem uma segunda chance. Elas ainda têm tanto calor a oferecer – por que privá-las de encontrar a harmonia com alguma que, assim como ela, um dia pertenceu a outro par?
Que choquem-se os conservadores! Esse é o momento de quebrar a convenção. Uma mão envolvida numa cor, outra mão noutra – qual o problema? Apesar de companheiras, ainda não são independentes? Antes de cobiçar a assimetria que este ou aquele estilista desfilou na temporada, admiremos as pequenas assimetrias do dia a dia, aquelas ao nosso alcance, que dão um pouco mais de graça ao cotidiano.
