Artigos na categoria ‘moda na prática’

28
out
2009

Autoconhecimento – formato do rosto


Atendendo a uma sugestão, mais um tópico no assunto autoconhecimento: formato de rosto. Esse conhecimento é particularmente útil na escolha de óculos, tanto de grau quanto de sol. E essa escolha deve ser muito bem feita – afinal, é um acessório que vai estar diariamente no seu rosto. O segredo está no contraste, usado para equilibrar os traços, como veremos a seguir.

formatos de rosto - quadrado, redondo, oval e coração - paris hilton, kirsten dunst, eva mendez, scarlet johanson

Existem basicamente quatro formatos de rosto – quadrado (Paris Hilton), redondo (Kirsten Dunst), oval (Eva Mendez) e coração (Scarlet Johanson)
Quadrado

óculos para o rosto quadrado

O rosto quadrado tem como principal característica o maxilar saliente. Esse é um traço muito marcante, que acaba atribuindo certa severidade ao rosto, por isso, o ideal é suavizar a região. Para isso os óculos arredondados são ideais, pois destacam e ampliam a região dos olhos. Evite as armações quadradas, que acentuam as linhas geometrizadas do rosto.

Redondo

óculos para o rosto redondo

O rosto arredondado tem aspecto “cheinho”, mesmo quando a pessoa é magra. Geralmente as bochechas são proeminentes, mas o rosto é curto, sem muito queixo. Para fugir dessa cara de bolinha, prefira óculos com formato retangular. Evite armações redondas e muito grandes, que só reforçam o formato natural.

Oval

óculos para o rosto oval

É um rosto alongado e com a mesma proporção de testa e maxilar. É naturalmente harmonioso e, por isso, versátil. Tanto os formatos arredondados quanto os retangulares vestem bem, só evite as armações muito pesadas.

Coração

óculos para o rosto coração

Também chamado de triângulo invertido, é o rosto marcado pelo queixo afinado, geralmente com bochechas também acentuadas. Para balancear, são indicados os modelos estreitos e levemente retangulares. Evite as armações muito grandes, que invadem as maçãs do rosto – elas só acentuam a parte da face que já é grande – mas se não resistir aos óculos de sol grandões, prefira as lentes e degradé.

Conselhos gerais

Os óculos de grau não devem cobrir as sobrancelhas; já os óculos de sol podem – e devem! – para proteger melhor os olhos.

Leve em conta as cores que lhe caem melhor, mas o principal é o contraste: armações metálicas e com tons semelhantes à pele são mais discretas; mas se você quer que o óculos apareça, experimente as mais escuras e coloridas.

18
out
2009

Autoconhecimento – personalidade


Imagem pessoal é a nossa própria representação visual, aquilo que os outros enxergam (fisicamente mesmo) em nós. É o que transmitimos pela nossa aparência – por fatores mais controláveis (cabelo, maquiagem, roupas, acessórios) ou menos controláveis (traços, estrutura física).

A primeira impressão que uma pessoa tem da outra é, muitas vezes, visual. Esse é um julgamento rápido e inevitável, afinal, temos olhos e critérios! Por isso é importante escolher bem aqueles tais fatores controláveis citados acima. Para exteriorizar nossa personalidade e, assim, permitir que os outros nos percebam como realmente somos.

Uma imagem pessoal coesa depende da coerência entre a personalidade e o que se usa – o estilo. E isso é muito mais do que os famosos rótulos: moderna, clássica, romântica, sexy; esses são só adjetivos. Você pode estar chique num dia e esportiva no outro, sem nunca deixar de ser você mesma.

O importante é se conhecer de verdade, a fundo, e isso nem sempre é fácil. Uma boa dica é tentar se olhar de fora juntando referências. Monte um painel com coisas que te agradam – não só roupas: pessoas, músicas, fotografias, comidas, lugares, palavras-chave. Peça sugestões para pessoas próximas. É como definir seu próprio personagem para ser figurinista!

painel 1

painel 2

Olhe esses painéis de exemplo. Já não dá para imaginar como seriam essas pessoas, o que elas gostam, como elas se comportam, o que elas esperam? A partir daí fica bem mais fácil montar looks para situações diferentes, mas condizentes a essas características.
ser vs. estar

Um look de festa e um esportivo, sem perder a essência das nossas personagens.

Recomendo complementar a leitura com um post ótimo da Oficina de Estilo, que mostra duas opiniões sobre essa questão de personalidade. Eu concordo com a Cris, e você?

16
out
2009

Autoconhecimento – estilo de vida


Além da função estética as roupas também têm função prática. Ninguém se veste só para ficar bonita, mas também para se proteger do frio, para se adequar a um determinado ambiente, para realizar algum tipo de atividade. Então por que o visual acaba sendo o único fator levado em conta na hora da compra?

O apelo visual mexe com o desejo – a gente se apaixona mesmo pelo que nos parece belo. Mas tem que consumir com a cabeça, e não com o coração! Mesmo as peças mais lindas devem passar por um crivo antes de passar pelo caixa.

Para funcionar na prática, as roupas devem se adequar ao estilo de vida de quem usa. E esse é um momento bem racional: tem que pensar em quem você realmente é no dia a dia, não em quem você gostaria de ser. E isso pode ser difícil de perceber ou admitir.

Mesmo superfeminina e sexy, uma pessoa que anda de ônibus e a pé não pode usar salto agulha todo dia. Para uma professora de jardim de infância, que se movimenta o dia todo, blusas decotadas e jeans justinhos não são muito apropriados. Quem trabalha em ambientes muito formais tem que abrir mão dos tênis e shortinhos, mesmo que seja fã de conforto.

“Vista-se para seu estilo de vida. Apesar de eu amar ternos e o trabalho artesanal deles, não os uso muito porque estou sempre fotografando nas ruas.”

Scott Schuman, o Sartorialist, respondendo à pergunta “Qual seu principal conselho sobre moda?”

É a rotina que vai determinar os tipos de roupa e a quantidade de cada tipo no armário. Pense que a semana tem 5 dias de trabalho e só 2 de final de semana – então os looks para essas situações devem seguir essa proporção.

É tudo uma questão de quantidades.
É tudo uma questão de quantidades.

E mesmo assim, tudo vai depender das atividades! Se o dresscode do trabalho é formal, muitas camisas, calças sociais, saias na altura do joelho; se é informal, pode contar com jeans escuro e blusas diferentes, mas ainda comportadas; e quem trabalha em ambiente informal, mas visita clientes de vez em quando pode fazer uma mistura dos dois. O mesmo vale para o final de semana: as baladeiras têm um estoque de saltos e brilhos maior do que as caseiras, que privilegiam as roupas molinhas e confortáveis. Todo mundo pode ter um pouco de tudo, o que muda é a proporção!

Não dá para esquecer que o clima é fundamental no estilo de vida! Aqui em Curitiba TEM QUE TER alguns casacos poderosos para os meses mais frios; e mesmo no verão, o comecinho da manhã e a noite são mais fresquinhos, então peças meia estação são um ótimo investimento. Já quem mora no Nordeste pode esquecer os casacões e investir em peças mais curtas, de tecidos naturais, reservando um espaço para os cardigans e jaquetas leves ( [momento ave migratória] já estive aí no inverno e sei que a temperatura não baixa muito mais que 20°C!).

Administrando as quantidades e características das roupas, dá para evitar aquela sensação de falta de opção no dia a dia, e as peças guardadas há meses, ainda com etiqueta, sem oportunidade para estrear.

 

 

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cor · de · cravo

Você abre a carteira para novos produtos. Por que não abrir a cabeça para novas idéias? Informação é tudo o que a gente precisa para quebrar preconceitos. E a missão desse blog é mostrar que sustentabilidade não precisa ser chata e moda não precisa ser superficial.

Cor-de-cravo é o outro lado da história, muito além do cor-de rosa...

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